Brasil é o
país com o maior número de dentistas
No
Brasil, estão 19% dos dentistas do mundo. O dado é do
livro "Perfil Atual e Tendência do Cirurgião-Dentista
Brasileiro", que foi lançado ontem no 28º Ciosp
(Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo).
Realizado no Anhembi, em São Paulo, o congresso foi promovido pela Associação Paulista
de Cirurgiões-Dentistas.
Segundo
Maria Celeste Morita, professora da Universidade Estadual
de Londrina e uma das autoras do livro, o Brasil é o
país com a maior quantidade de profissionais de odontologia
do mundo em números absolutos: são 219.575 profissionais
cadastrados. "O "Atlas Global de Odontologia", publicado em
2009 pela Federação Dentária Internacional,
estima pouco mais de um milhão de dentistas no mundo.
De todos os países incluídos no Atlas, o Brasil é o
que tem o maior número de profissionais", diz Morita.
Mas
o recorde em número de dentistas ainda não
se reflete no acesso de boa parte da população
aos serviços odontológicos. "Embora nos últimos
anos a odontologia esteja se incluindo de forma mais representativa
nas políticas públicas de saúde, ainda
há muita desigualdade", afirma Ana Estela Haddad, da
Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação
em Saúde do Ministério do Trabalho. Haddad também
assina o livro, com Morita e com Maria Ercília de Araújo,
do Observatório de Recursos Humanos em Odontologia.
A
dificuldade de acesso a esse enorme contingente de profissionais é,
segundo Haddad, explicada por uma soma de fatores. Um deles
aparece nos dados levantados para o livro: 59% dos dentistas
estão na região Sudeste e três Estados
concentram 57% deles --cerca de 33% estão em São
Paulo, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, cada
um, aproximadamente 12% dos dentistas.
Além da distribuição regional, Haddad
acredita que outros dois fatores expliquem o menor acesso de
camadas da população aos serviços odontológicos. "A
inserção do dentista nas políticas públicas
de saúde é algo recente. Além disso, conforme
constatamos no livro, 2/3 dos dentistas trabalham como autônomos,
em atendimentos particulares. Isso representa um custo que
algumas parcelas da população não podem
pagar", diz Haddad.
Fonte: (Folha
de S.Paulo) colaboração
IARA BIDERMAN
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