Doença do beijo ataca adultos, adolescentes e crianças
Aviso aos
que gostam de beijar muito! É melhor
se certificar sobre o estado de saúde e a higiene
da boca que se pretende beijar. Os riscos são muitos,
mas existe um particularmente preocupante que é o
de contrair a mononucleose infecciosa, também conhecida
como doença do beijo. Estimativas de pesquisadores
internacionais indicam que pelo menos 95% das pessoas adultas
já contraíram a virose em alguma época
da vida. Transmitida pela saliva através do vírus
Epstein-Bar e mais raramente por transfusão de sangue
ou contato sexual, ela é comum em adultos jovens,
adolescentes e crianças.
Muitas
vezes confundida com um resfriado passageiro, os sintomas
da virose são dor de garganta, febre, mal
estar, fadiga, aumento dos gânglios, que ficam doloridos,
do baço e do fígado. Cerca de 8% das pessoas
que contraem a doença podem apresentar o rash, uma
espécie de irritação que deixa a pele
com pontos vermelhos. "Dura cerca de cinco dias e
desaparece sem deixar cicatriz", diz a dermatologista
Maria Luciana Lopes.
Conforme
a também pediatra, Lenir Nascimento da
Silva, supervisora da creche da Fundação
Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, em alguns casos, mesmo
após se curar, a pessoa continua capaz de infectar
outras por até um ano. Ela adianta que além
do exame clínico, alterações no hemograma
ajudam a diagnosticar a doença. "A maioria
desenvolve a forma assintomática da virose e nem
fica sabendo que contraiu mononucleose". O período
de incubação varia de 30 a 45 dias.
Como o
vírus é transmitido pela saliva,
os médicos recomendam que as pessoas tenham cuidado
e evitem compartilhar objetos como copos, talheres e batons.
Um mãe suspeita que foi na escola, possivelmente
usando o copo de outra criança por engano ou vice-versa,
que a sua filha de 8 anos, contraiu a virose. "A pediatra
mandou que ela ficasse em repouso absoluto", lembrou.
A filha teve inchaço no baço, dor de cabeça,
fadiga e dor de garganta. O único remédio
foi vitamina C, além de repouso.
De fato,
não existe um medicamento específico
para a doença nem vacinas para combatê-la.
O que se trata, na verdade, são os sintomas. A auto-medicação
não é aconselhada, pois não deve ser
tratada com antibióticos. As chances de desenvolver
rash na pele, por exemplo, pode aumentar entre 70% e 100%
se a pessoa usar ampicilina ou penicilina. O uso de antitérmicos
e analgésicos é mais comum, mas a utilização
do tratamento ortomolecular é uma alternativa. "Frutas,
vegetais, legumes, além das vitaminas C, E e dos
minerais Zinco e Selênio, que ativam o sistema de
defesa do corpo, são recomendáveis",
diz a homeopata e médica ortomolecular, Diana Campos.
Fonte:
ABN – Agencia Brasileira de Notícias
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