O
uso de bebidas alcoólicas
está associado a uma maior incidência de câncer
de boca, faringe, esôfago, fígado e, possivelmente
mama, afirmam os estudiosos. Pessoas que consomem diariamente
mais de seis doses de bebida com elevado teor de álcool
apresentam probabilidade dez vezes maior de desenvolver
o câncer bucal, quando comparados com os que não
bebem. Mas a literatura vai além, relatando que
os alcoólatras fumantes têm 100 vezes mais
probabilidade de desenvolver a doença.
Estudos
constatam: os usuários de drogas, quando
comparados com a população geral, apresentam
maior incidência de lesões bucais que podem
evoluir para câncer. O uso de bebidas alcoólicas
está associado a uma maior incidência de câncer
de boca, faringe, esôfago, fígado e, possivelmente
mama, concluem as pesquisas.
Pessoas
que consomem diariamente mais de seis doses de bebida
com elevado teor de álcool apresentam probabilidade
dez vezes maior de desenvolver o câncer bucal, em
comparação àqueles que não
bebem. No entanto, a literatura vai além, relatando
que os alcoólatras fumantes
têm 100 vezes mais probabilidade de desenvolver a
doença, e, portanto, a ingestão de álcool
está associada ao câncer bucal como um fator
de risco e pode estar envolvida numa ação
de sinergia com o uso de produtos do tabaco, dizem os estudiosos.
Possivelmente,
o álcool atua como um solvente,
permitindo que os agentes carcinogênicos do tabaco
penetrem nos tecidos, ou pode agir como um agente catalisador
desses agentes do tabaco. Diante desses fatos, os estudos
da epidemiologia podem colaborar na compreensão
da prevalência, extensão e comprometimento
das doenças bucais.
Efeitos
do álcool
De acordo
com pesquisa realizada em Londres com 388 alcoólatras,
após exames, foram encontradas 227 lesões
na mucosa bucal em 50% desses pacientes. Outro estudo realizado
na Espanha constatou que pacientes que desenvolveram câncer
bucal consumiam bebidas destiladas frequentemente.
O álcool, mesmo não sendo um cancerígeno
de ação direta, um de seus metabólitos – um
produto do metabolismo do etanol, o acetaldeído,
pode atuar como promotor da formação de tumores.
Também há relatos que o uso crônico
do álcool provoca deficiência de vitamina
A, que pode estar associada a uma incidência aumentada
de câncer.
Além dos riscos para a boca, o abuso do álcool é responsável
por aproximadamente 350 doenças físicas e
psíquicas. As estatísticas apontam que no
Brasil, 90% das internações em hospitais
psiquiátricos por dependência de drogas acontecem
devido ao uso abusivo do álcool.
Alcoólatra
A definição de alcoólatra não
está relacionada à quantidade de bebida consumida
nem às suas conseqüências, como ficar
bêbado, e sim ao hábito de beber. Se uma pessoa
não consegue passar um dia sem consumir álcool,
mesmo em pequena quantidade, é considerada dependente.
Fonte:
jornaldositeodonto
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